Enquanto lagartas, esperam em seus casulos pacientemente pelo momento exato de quebra-lo e ganhar a liberdade tão esperada...
Mas é preciso que se tenha força e persistência para sozinha conseguir vencer as paredes do casulo que agora não mais a protege e nem a guarda... Agora a aprisiona, a sufoca... É preciso abandoná-lo para que essa tão segura morada não a mate, não a impeça de conhecer a beleza que brota a cada amanhecer com os raios de sol...
Tarefa árdua, mas que é preciso ser feita pela linda borboleta! Caso não o faça sozinha, parte ou até mesmo tudo lhe será negado... O voo não será o mesmo... Isso se ainda conseguir voar...
É uma fase! É um obstáculo! E quando vencida, superada, a borboleta então saberá o quão mágico, pleno e sublime é o prazer do voo pelos jardins, campos, copas de árvores, raios de sol, pingos de chuva...
Como borboletas somos... Quebremos então os casulos que nos aprisionam!

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